segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[7ª série] Resistência Difusa: sincretismo religioso

Sincretismo religioso
"O Sincretismo é colocado como algo recente, na verdade já era usado desde a antiguidade. Entretanto o sincretismo também foi usado como um instrumento de auto-defesa que permite a proteção de uma determinada cultura religiosa. No Brasil colônia o sincretismo obteve uma conotação, pelo menos no primeiro momento, como auto-defesa. Os Índios e os escravos eram obrigados pelos padres jesuítas a aceitar á imposição da religião Católica, pois, a missão jesuíta era retirar o espírito impuro dos considerados não civilizados. Foi neste instante que o sincretismo teve papel forte, sendo que os escravos africanos como forma de resistência, admiravam imagens de santos católicos mas, na verdade eles estavam com o olhar e o pensamento voltado para os seus deuses e os seus rituais africanos. Aqueles que não o fizessem sofriam todo castigo como, o açoite entre outros, tudo isso era feito para que os escravos deixassem de praticar os rituais e cultos da sua cultura. Daí que o sincretismo religioso surgiu. É devido a este choque, ou seja, o conflito de culto e o catolicismo foi a resultante das religiões afro-descendentes que no início do século XV, período da colonização brasileira, mais de quatro milhões de negros africanos cruzaram o Atlântico para tornarem-se escravos na colônia portuguesa. Oriundos de diferentes regiões da África, entravam no país, através de navios negreiros, principalmente pelos portos do Rio de Janeiro, de Salvador, do Recife e de São Luís do Maranhão, trazendo na bagagem a cultura africana. Para evitar que houvesse rebeliões, os senhores brancos agrupavam os escravos em senzalas, sempre evitando juntar os originários de mesma nação. Por esse motivo, houve uma mistura de povos e costumes, que foram concentrados de forma diferente nos diversos estados do país. Os escravos possuíam suas próprias danças, cantos, santos e festas religiosas. Aos poucos, eles foram misturando os ritos católicos presentes com os elementos dos cultos africanos, na tentativa de resgatar a atmosfera mística da pátria distante. O contato direto com a natureza fazia com que atribuíssem todos os tipos de poder a ela e que ligassem seus deuses aos elementos nela presentes. Diversas divindades africanas foram tomando força na terra dos brasileiros. O fetiche marca registrada de muitos cultos praticados na época, associado à luta dos negros pela libertação e sobrevivência, à formação dos quilombos e à toda a realidade da época acabaram impulsionando a formação de religiões muito praticadas atualmente, como a Umbanda e o Candomblé".



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